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Postado por
Carol Mendes
“Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.”
A comunicação fluía. As palavras ecoavam em cada reação.
Olhares, mãos frias, boca 'cerrada', cabeça baixa, lágrimas... as palavras gritavam mesmo que mudas.
Havia muito a se dizer e mais ainda a ser ouvido.
As explicações vinham, pausadas, vagas, dispensáveis. Nada do que fosse relatado preencheria a enorme lacuna de uma grande decepção!
Não há culpados. A vida se encarregou de transformar o sentimento em ilusões.
O amor foi recordado, os bons momentos relembrados. Entretanto o presente não vislumbrava mais o futuro.
Levantou, deu alguns passos e olhou para trás... tudo em vão... o passado já não estava mais ali!
Postado por
Carol Mendes

"Até a cor do arrependimento desbota com o tempo."
Todo domingo é assim, dia de reflexão! Talvez seja esta a explicação para o esticar das horas e mesmo da áspera sensação de tédio.
O dia amanhece e lá estou, avaliando o passado, as atitudes, reações... e daí em diante, tenho certeza de que, às vezes, a sobriedade me falta.
Somos tão imprevisíveis que vez ou outra nos tornamos demagogos, sem perceber. Tão fácil aconselhar, resolver os problemas dos outros e extremamente difícil agir munidos de nossos conceitos.
E por que então temos a ignorante e involuntária mania de querer deduzir e induzir os comportamentos alheios?
É tudo tão estranho, complexo... Convivemos anos ao lado de amigos verdadeiros, familiares e demais pessoas que nos rodeiam e na primeira decepção, nos entregamos ao sofrimento e afirmamos: “Eu realmente não lhe conhecia o bastante!”
Você se conhece o bastante?
Olho para trás e vejo como sou imprevisível. Impulsiva? Também! Entretanto julgar as 'ações inesperadas' do outro é menos cruel do que condenar meus 'pequenos surtos'!
Domingo, fim de noite, olho as pessoas passando pela rua, ouço vozes, crianças brincando, música alta nos carros que passam enfurecidamente pela estreita via... respiro fundo, sinto minha essência renovada.
Os meus erros já não me consomem tanto, todavia, as feridas marcadas em minha pele pelas decepções externas... continuam abertas.