sexta-feira, março 11, 2011

Igual-desigual




“Eu desconfiava:
[...]
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.”
Idênticos... analógicos...
Pois bem, 'reprisando' a citação "depois da tempestade vem a bonança", entende-se: toda vitória é consequência de enfrentamentos, lutas e dificuldades.
E é este meu ponto de partida...
Mesmo com toda esta verossimilhança, os vieses podem, e devem, ser destacados.
Tem gente que cogita desistir mesmo na reta final, pois sempre há um 'probleminha' instantes antes da grande conquista.
Como toda torcida, tem gente dos dois lados.
Existem aqueles que são os verdadeiros responsáveis pelo sonho que se tornou realidade. Afinal, são eles que dão novo fôlego, impulsionam o grande salto seguido do vôo alçado!
Em contrapartida, o 'lado de lá' se subdivide.
Uns só observam. Outros assumem posturas mais ousadas... mas no fundo este grupo espera ansioso assistir as frustrações - na ânsia de que elas realmente sejam fatais!
“Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.”
Mas apesar da emoção dos pais, do diploma na mão, da aula da saudade, do fim que marca o recomeço de uma nova etapa serem clichês... o 'gostinho' que cada um sente é I-N-D-U-B-I-T-A-V-E-L-M-E-N-T-E diferente.
E é por isso que hoje venho registrar minhas CONGRATULAÇÕES ao EXCELENTÍSSIMO DR ODIR MENDES!
A você, irmãozinho lindo, todas as honras e todos os votos de sucesso e mais sucesso.
PARABÉNS!
...
Ah! E para o 'lado de lá'...
Drummond esclarece:
“... o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou
coisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho
ímpar.”
Então, para quem banaliza este momento que é SÓ SEU, só lamento...
Fazer o quê?! Nem todo mundo é contemplado com o dom do RECONHECIMENTO!!!

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

A grande dor das cousas que passaram



“A grande dor das cousas que passaram
transmutou-se em finíssimo prazer
quando, entre fotos mil que se esgarçavam,
tive a fortuna e graça de te ver.”
Como disseram sabiamente: “tem coisas nesta vida que a gente nunca esquece”!
Coisas e pessoas, eu diria.
O tempo passa, os seres migram, o meio se altera, tendências se transpassam e no fundo... pouco se altera.
São mudanças que levam à 'mesmice de cada dia'.
Monotonia que torna cômoda e intrínseca a dor da perda.
“Ó bendito passado que era atroz,
e gozoso hoje terno se apresenta
e faz vibrar de novo minha voz
para exaltar o redivivo amor
que de memória-imagem se alimenta
e em doçura converte o próprio horror!”
A primeira vez de qualquer experiência é sempre marcante! Afinal, se é esta a impressão 'que fica', o medo de reviver algo pode ter justificativa (Física Quântica?)
Na verdade, hoje precisava extravasar...
O início cômico é apenas uma forma de camuflar o temor do que está por vir.
Exatamente. Depois do 1º NATAL, da 1ª PASSAGEM DE ANO sem a presença da pessoa mais importante da minha vida, o receio do 1º ANIVERSÁRIO DE MINHA AVÓ, sozinha, mexe profundamente comigo.
Quando ela se foi, me propus a não falar desta perda em meu blog - enquanto a ferida estivesse latente...
Meses se passaram e vi que o tempo ganha proporções distintas de acordo com o tamanho do sentimento.
A dor... nunca vai passar.
A ausência estará sempre ali, em cada recordação, história contada, nos aprendizados e principalmente na lição de vida transmitida.
Não serei hipócrita a ponto de dizer que "eu compreendo". Alguns acontecimentos, realmente, estão aquém de minha aceitação.
23 de março de 2011: dia frio com céu encoberto de nuvens.
Não é uma previsão (nem em seu sentido literal)... mas para mim, não há como ser diferente.
Talvez a noite possa amenizar as emoções...
Quem sabe uma nova estrela?!

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