sexta-feira, julho 22, 2011

O elefante




“Eis o meu pobre elefante
pronto para sair
à procura de amigos
num mundo enfastiado
que já não crê em bichos
e duvida das coisas.
Ei-lo, massa imponente
e frágil, que se abana
e move lentamente
a pele costurada
onde há flores de pano
e nuvens, alusões
a um mundo mais poético
onde o amor reagrupa
as formas naturais.”
Certo mesmo é que muitas vezes desconhecemos quem realmente somos. Nos subjugamos fracos, incapazes, pouco persistentes e quando deparamos com situações extremas descobrimos que apesar de todas as nossas limitações sempre há fôlego para recomeçar.
Somos mais fortes do que imaginamos. Talvez a vida nos torne assim!
Aprendi a encarar de frente o que o destino me reserva. O nome disso? Coragem... e o mais surpreendente: uma maturidade que chega sem avisar.
São muitos os problemas mas raramente ponderamos as inúmeras graças, alegrias, dádivas e bênçãos.
É como o conhecido axioma 'há males que vêm para o bem'.
A cada instante aprendo a confiar nos desígnos de Deus. Aceitar tudo, seja o que for.
“Vai o meu elefante
pela rua povoada,
mas não o querem ver
nem mesmo para rir
da cauda que ameaça
deixá-lo ir sozinho.”
Seja como for, o mundo não pára. E meus problemas, são realmente MEUS!
Vez ou outra fraquejo. Sou humana!
Mas ao abrir os olhos pela manhã agradeço a Deus pela minha família e pelo dom da vida.
Daí, sinto a energia renovada. Estou pronta para começar de novo...
“E já tarde da noite
volta meu elefante,
mas volta fatigado,
as patas vacilantes
se desmancham no pó.
Ele não encontrou
o de que carecia,
o de que carecemos,
eu e meu elefante,
em que amo disfarçar-me.
Exausto de pesquisa,
caiu-lhe o vasto engenho
como simples papel.
A cola se dissolve
e todo o seu conteúdo
de perdão, de carícia,
de pluma, de algodão,
jorra sobre o tapete,
qual mito desmontado.
Amanhã recomeço.”

sexta-feira, março 11, 2011

Igual-desigual




“Eu desconfiava:
[...]
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.”
Idênticos... analógicos...
Pois bem, 'reprisando' a citação "depois da tempestade vem a bonança", entende-se: toda vitória é consequência de enfrentamentos, lutas e dificuldades.
E é este meu ponto de partida...
Mesmo com toda esta verossimilhança, os vieses podem, e devem, ser destacados.
Tem gente que cogita desistir mesmo na reta final, pois sempre há um 'probleminha' instantes antes da grande conquista.
Como toda torcida, tem gente dos dois lados.
Existem aqueles que são os verdadeiros responsáveis pelo sonho que se tornou realidade. Afinal, são eles que dão novo fôlego, impulsionam o grande salto seguido do vôo alçado!
Em contrapartida, o 'lado de lá' se subdivide.
Uns só observam. Outros assumem posturas mais ousadas... mas no fundo este grupo espera ansioso assistir as frustrações - na ânsia de que elas realmente sejam fatais!
“Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.”
Mas apesar da emoção dos pais, do diploma na mão, da aula da saudade, do fim que marca o recomeço de uma nova etapa serem clichês... o 'gostinho' que cada um sente é I-N-D-U-B-I-T-A-V-E-L-M-E-N-T-E diferente.
E é por isso que hoje venho registrar minhas CONGRATULAÇÕES ao EXCELENTÍSSIMO DR ODIR MENDES!
A você, irmãozinho lindo, todas as honras e todos os votos de sucesso e mais sucesso.
PARABÉNS!
...
Ah! E para o 'lado de lá'...
Drummond esclarece:
“... o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou
coisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho
ímpar.”
Então, para quem banaliza este momento que é SÓ SEU, só lamento...
Fazer o quê?! Nem todo mundo é contemplado com o dom do RECONHECIMENTO!!!

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