quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A hora do cansaço

A cada instante que se passa tenho mais certeza de que meu pai sempre esteve certo: “a vida é feita de ilusões”.
O homem se encanta com aquilo que está diante de seus olhos, que lhe parece perfeito, cômodo, confortável e útil. Estamos sempre buscando algo pronto, acabado! Queremos sempre um amor pra vida inteira, um 'felizes para sempre', uma convivência familiar sem turbulências, uma amizade sem decepções, uma profissão que não tenha desgastes.
Procuramos sempre o caminho mais curto, mais acessível. Esperamos que a vida venha e nos entregue de bandeja todos nossos sonhos, bem lapidados. Almejamos viver só o lado bom das coisas.
“As coisas que amamos,

as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.”
Nosso erro está em idealizar demais, em acreditar em uma felicidade plena, em um companheiro que seja sempre firme, correto, ímpeto, onipotente...
“Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.”
Acredito sim que possamos ter momentos intensos de alegria ou, quem sabe, positivamente falando, estar de bem com a vida grande parte do tempo - com muito jogo de cintura, é claro!
Entretanto, é preciso buscar tudo isso, correr atrás, passar pelo mar revolto, enfrentar tempestades, perder batalhas e não desistir para, quem sabe, caso a guerra também não seja ganha, termos, pelo menos, a certeza de que FOI FEITO tudo o que era possível!
“Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.”

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Infância

Ainda me lembro, como se fosse ontem, de dias que não voltam mais.
Minha mãe: se ausentava durante o dia pois levava saber e proporcionava conhecimentos a seus alunos. Mas à noite, mesmo cansada, esgotada, vestia seu melhor sorriso para embalar-me com suas histórias que nunca chegavam ao fim.
Meu pai: sempre atordoado, rodeado de pessoas, de afazeres e de carinho e zelo para girar um pião de madeira com meu irmão e criar as vozes mais engraçadas de minhas bonecas. Até hoje, quando fecho os olhos, consigo ouvi-las.
Minha avó... Ah minha vovozinha! Dividia seu tempo milimetricamente, contando rotineiramente cada segundo, tentando equacionar minhas peraltices de menina e a tranquilidade de meu irmão.
Tempos saudosos, lembranças prazerosas em serem revividas... Época em que não havia preocupações.
Quisera eu ter a consciência, naquele tempo, do quanto era gostoso assistir TV com a vovó, dormir abraçadinha com a mamãe, chegar em casa e tocar teclado para o papai e ficar contando os azulejos das paredes com meu irmão.
“Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.”
Quisera eu... reconhecer todo o sacrifício que meus pais sempre fizeram para nos proporcionar o melhor e usar, raras vezes, a palavra NÃO.
Hoje vejo como é difícil transfigurar-se de alegria após um dia cansativo. Sei como é custoso dividir o tempo para agradar e fazer-se presente na vida de todos que amamos. Tenho consciência de quanto é complicado correr atrás de nossos sonhos e, pior ainda, vê-los tomando novos rumos e proporções - tudo para agradar as pessoas que nos cercam e que têm um significado realmente relevante para nós.
Contudo, nunca é tarde para que o reconhecimento venha. Nunca é tarde para gritar para o mundo: QUE A FAMÍLIA É O QUE A GENTE TEM DE MELHOR! Nunca é tarde para aprender que a vida deve ser VIVIDA INTENSAMENTE.
“E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.”

domingo, 13 de setembro de 2009

Definitivo

“Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.”
Fizemos tantos planos, vislumbramos um futuro compartilhado, nos doamos, criamos nossa história, construímos nosso tempo, redimensionamos o espaço... Para quê?
Para voltarmos àquele conhecido lugar comum, onde as dúvidas persistem, a confiança se desconfigura e o amor que sentimos já não é mais suficiente!
“Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.”
Aquilo que aprendemos juntos, que abdicamos, toda entrega, todos os momentos felizes que vivemos, tornaram-se insignificantes no instante em que o perdão não encontrou lugar em nossos corações.
“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.”
Perdoar não é tarefa fácil e encontrar um amor, um amor de verdade, também não!
Portanto, a decisão está em nossas mãos: ou sufocamos nosso orgulho e vivemos este amor ou exaltamos nosso ego e mergulhamos num mar de sofrimentos...
“A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...”

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ausência

“Daqui pra frente nossos caminhos se separam”...
Foram suas últimas palavras.
A vida: continuava, só que agora era preciso aceitar.
Aprender a conviver com a indiferença, com o que não era mais concreto, o que não se podia tocar mas permanecia vivo, ali, mesmo que em pensamentos...
Eram lembranças que se perdiam por horas e enchiam seu quarto, consumia seu tempo, deixava seu corpo intacto, como que por hipnose.
O mundo parava, em um instante do passado, e a história tinha um outro desfecho. O final ansiado!
Não sabia que sentimentos tinha e se realmente ainda lhe restava algum tipo de emoção.
Parecia estar tudo tão vazio, tão vago.
Encontrou-se assim: sem saber quem era.
Como se estivesse, a vida inteira, buscando um sonho que não era seu. Realizando vontades que nunca havia sentido. Gostando do que jamais lhe interessou.
Confundiu sua imagem com sua identidade.
Quem era afinal?
Como alguém pôde deixar sua essência tão obscura?
Os dias seguiam... mas, só os dias.
Buscava em outros olhos, em outras conversas algo impossível.
“Não há como se entregar a outro alguém se seus pensamentos lhe escravizam por um sentimento passado”, lhe disseram.
O que fazer?
Optou: SONHAR.
“ Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.”

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Não se mate

Nem tudo são flores!
Me questiono pela ousadia de ter sempre desprezado esta frase.
A gente sofre, se machuca, se degenera pelo simples fato de acreditar que é possível viver, evoluir, crescer e SER FELIZ sem sofrimentos.
Não sugiro que nos tornemos pessimistas, nada disso.
Espero que possamos vislumbrar a vida de maneira mais consciente, realista, adulta.
Os problemas existem e nunca pense que as coisas indesejáveis só acontecem com você.
Talvez a beleza da vida só possa ser encontrada a partir do momento que lapidarmos nossos pesadelos e esculpirmos nossos sonhos.
Viver é uma arte...
Saber perdoar é uma dádiva!
“ Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe o que será.”

terça-feira, 14 de julho de 2009

FÉRIAS

Pessoal, até que enfim: FÉRIAS! Vou para casa de meus pais, reencontrar os amigos, abraçar mamãe, beijar papai, passar os dias mais felizes de minha vida ao lado de minha vovó linda e curtir meu irmãozinho.
Como esperei por isso.
E, melhor: FUI APROVADA EM MINHA BANCA - TCC!!!
Irei me ausentar deste nosso cantinho que amo muito - SIM, NOSSO: MEU E DE TODOS QUE ME SEGUEM. Perdoem se não acompanhar os blogs que sigo - diga-se de passagem: OS MELHORES - mas em agosto estarei de volta.
Obrigada pela companhia de vocês, pelos comentários construtivos e pela amizade e o carinho construídos a cada dia de convivência, mesmo que, apenas, virtualmente.
Boas férias a todos e espero que se divirtam muito!!!
JÁ ESTOU COM SAUDADES...
Beijos e ATÉ BREVE!
" Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."
\o/\o/\o/

domingo, 5 de julho de 2009

O mundo é grande

Apaixonada!
Não há outra maneira de definir o que sinto por você.
Foi assim, de uma maneira inesperada, que você surgiu.
Te achava engraçado, belo... mas não havia percebido que você sempre esteve aqui, a meu lado.
Alguém, simplesmente, diferente.
Homem. Rosto de menino, sorriso encantador e lábios que sabem dizer o que preciso ouvir.
Sinto sua falta... Como se você estivesse há datas junto a mim.
Porém, foi só agora que me dei conta de que você chegou, bem devagar, sem nenhuma intenção, mas com o coração aberto, um coração puro...pronto para amar.
Espero que nossos dias, por mais que não durem para sempre, sejam eternos...
Seu passado já me encomodou.
Hoje só demonstra que você tem caráter. Que você está disposto a ser meu...
Obrigada. Este era sim, como você disse, o momento.
O tempo de assumir este sentimento envolvente, de entrega!
Que seja eterno enquanto dure!
“ O mundo é grande e cabe

nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.”