domingo, maio 23, 2010

Olhar para trás



"Até a cor do arrependimento desbota com o tempo."
Todo domingo é assim, dia de reflexão! Talvez seja esta a explicação para o esticar das horas e mesmo da áspera sensação de tédio.
O dia amanhece e lá estou, avaliando o passado, as atitudes, reações... e daí em diante, tenho certeza de que, às vezes, a sobriedade me falta.
Somos tão imprevisíveis que vez ou outra nos tornamos demagogos, sem perceber. Tão fácil aconselhar, resolver os problemas dos outros e extremamente difícil agir munidos de nossos conceitos.
E por que então temos a ignorante e involuntária mania de querer deduzir e induzir os comportamentos alheios?
É tudo tão estranho, complexo... Convivemos anos ao lado de amigos verdadeiros, familiares e demais pessoas que nos rodeiam e na primeira decepção, nos entregamos ao sofrimento e afirmamos: “Eu realmente não lhe conhecia o bastante!”
Você se conhece o bastante?
Olho para trás e vejo como sou imprevisível. Impulsiva? Também! Entretanto julgar as 'ações inesperadas' do outro é menos cruel do que condenar meus 'pequenos surtos'!
Domingo, fim de noite, olho as pessoas passando pela rua, ouço vozes, crianças brincando, música alta nos carros que passam enfurecidamente pela estreita via... respiro fundo, sinto minha essência renovada.
Os meus erros já não me consomem tanto, todavia, as feridas marcadas em minha pele pelas decepções externas... continuam abertas.

9 comentários:

Edna Lima disse...

Olá garota! Bom você por aqui de novo. Estava sumida "Arranjando cicatrizes pela vida."
É assim mesmo com o tempo elas somem e são substituídas por outras.E continuamos a dar risadas de um grande amor. "
Um grande bj. Edna.

Milla disse...

"Os meus erros já não me consomem tanto, todavia, as feridas marcadas em minha pele pelas decepções externas... continuam abertas."
Acho que erros deixando de consumir é algo muito grande de se fazer, não é toda pessoa que consegue fazer isso..Mas em relação as marcas, bom todo mundo tem elas, não importa se abertas ou fechadas, eu só acho que nós temos que aprender a lidar com elas :)

beijos e saudades daqui :)

Wilian Bincoleto Wenzel disse...

Agora que recuperou sua essência, é preciso fechar essas feridas, curá-las com bons momentos de sorrisos e gargalhadas.

Conte comigo!

-- -- --

Menina, Carolina! *__*
Que saudades de você e de seus escritos.
É bom saber que está com saúde e que ainda continua escrevendo maravilhosamente bem!

O meu beijo!

Felipe Braga disse...

Teu texto, Carol, me fez lembrar de um poema do Álvaro de Campos, chamado Tabacaria. Peguei o livro dele, reli, reli teu texto, e, mais uma vez, percebi o quanto sou pequeno.
Carol, você é genial. Confesso, senti falta daqui. Não demore tanto para aparecer outra vez, tuas reflexões são poéticas.
Uma delícia, Carol.

Beijos.

Cristiane Neves disse...

Apareceu a margarida!

Engraçado, ia postar hj um texto com temática semelhante, mas acabei mudando de ideia, pq teria de mudar um parágrafo e ia dar um trabaaalho rs.

Devo dizer q só faltou acrescentar a sensação de preguiça sem fim e vc teria a perfeita definição de meu "domingo depois do almoço" hehe

Kisses and hugs

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Você foi muito feliz, sobretudo no tédio do domingo. Meus domingos sempre acabam por volta de 14h. É sempre mais fácil condenar as ações inesperadas dos outros, que julgar nossas próprias ações, surtos, devaneios. Feridas? Só com o tempo e mesmo assim deixam cicatrizes que não nos deixam esquecer de vez, não totalmente.Muito bom.Gostei muito. Quer conhecer a nova versão de PONTO G? Vá conferir no meu blog.Beijos

Bia Maia disse...

O tempo é o responsável por curar estas nossas feridas...algumas somem, outras tornam-se cicatrizes que nos fortalecem...

beijos com muito carinho, Bia

Fada Lella disse...

Domingo é triste. =~

Ou renovador...

Beijos!

Kaio Rafael disse...

Você captou o movimento.
E eu me sinto preso a ele.
Exatamente assim.
Digo ser errado julgar. Digo saber como se deve pensar. Mas e na hora de agir?
Só mais uma agindo como tantos outros.
E me decepciono por aquilo que dizia não me importar.
É assim complexo, estranho, contraditório.

É, feridas abertas...

Muito bom texto.

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